terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Sobre o que não ficou

Ficou muita coisa de você em mim.
Duas camisetas velhas. Cheiro. Sabores. Desejo. Tesão. Ódio. Mas, não ficou amor!
Seu péssimo gosto musical. Piadas com pouca graça. A vontade de ver filme dormindo, ou dormir vendo filme.
Esses ficaram. Mas, não ficou o amor!
O desespero por futebol. O pavor por telefone. A paixão pela internet.
Ficaram também. Mas, não. NÃO ficou o amor!
Das coisas que eu dei a você, não quis nenhuma delas de volta.
Não quis as fotos. As cartas. Os chamegos. Os beijos.
Não pedi de volta as noites mal dormidas. Nem mesmo as lágrimas que derramei, pensando em quanto tempo eu perdi/ganhei com você.
O que eu peço de volta é o que não ficou.
O que você levou.
E parece que não volta mais.
Quero o amor. O amor que você conquistou e cuidou. Mas depois, roubou. Roubou com toda a violência.
Verbal.
Até física.
Porque aquela dor não foi emocional. Eu garanto que não.
Eu senti fisgadas, socos no estômago e chutes no saco, que eu nem tenho.
Só peço de volta o amor.
Quase tudo ficou, mas quero de volta o amor.
Porque o amor não. O amor não ficou.

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